CONSELHEIRO DA CIDADE CRITICA COMISSÃO DE CICLISMO APÓS POLÊMICA NA CICLOVIA TIM MAIA

O conselheiro da cidade para assuntos de trânsito, Atílio Flegner, divulgou uma extensa nota pública nesta semana após a repercussão do episódio em que furou o bloqueio da Ciclovia Tim Maia, na Avenida Niemeyer, durante interdição do trecho.
Na manifestação, Atílio rebateu críticas feitas pela Comissão de Segurança do Ciclismo do Rio de Janeiro (CSC-RJ) e acusou a entidade de agir de forma “seletiva” e “politicamente instrumentalizada”. Segundo ele, a comissão teria priorizado a exposição pública de ciclistas envolvidos no episódio, em vez de cobrar soluções estruturais para a mobilidade na Niemeyer.
O conselheiro afirmou que a cidade enfrenta há anos um problema grave de falta de alternativas seguras para ciclistas e pedestres quando a ciclovia é fechada por causa de ressacas ou riscos estruturais. Ele destacou que não há calçadas adequadas, rotas alternativas permanentes nem protocolos eficientes para garantir a circulação segura dos usuários vulneráveis.
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Na nota, Atílio também relembrou o desabamento de um trecho da Ciclovia Tim Maia, ocorrido poucos meses após a inauguração da estrutura, em 2016, e criticou o que chamou de “omissão histórica” de entidades e autoridades diante dos problemas da política cicloviária do Rio.
Outro ponto abordado foi a atuação da empresa Esplendor Bike Tour, fundada por ele em 2021. Atílio afirmou que a empresa promove o ciclismo turístico e cultural na cidade, oferecendo passeios guiados de bicicleta e recebendo reconhecimento internacional nos últimos anos, incluindo o selo Travellers’ Choice, da plataforma TripAdvisor.
O conselheiro também acusou a comissão de apagar comentários críticos de ciclistas nas redes sociais e disse que a entidade não representa de forma plural a comunidade ciclística carioca.
Além disso, Atílio relacionou a repercussão do caso à audiência pública realizada na Câmara Municipal no último dia 19 de maio, quando fez críticas à política cicloviária da Prefeitura do Rio e ao decreto municipal que regulamenta bicicletas elétricas, autopropelidos e ciclomotores.
Ao final da nota, o conselheiro afirmou que continuará defendendo uma política de mobilidade “mais séria, segura e democrática”, além de repudiar o que classificou como tentativa de perseguição política e dano reputacional contra sua trajetória profissional e sua empresa.



